domingo, julho 25, 2010

Baobás.

Faz mais ou menos quatro anos que li "O Pequeno Príncipe" de Saint Exupéry. Quando o li achei encantador, e sempre me reportava a algumas passagens descritas lá, principalmente as ligadas a Raposa e a Flor, inclusive cheguei a postá-las aqui! Devido a certas coisas que vem ocorrendo comigo, certas conversas, certas indagações e principalmente o nó que está dentro da minha cabeça (não vou dizer o por quê), achei muito adequado ler novamente aquele livro que outrora havia tanto me encantado. Não tive dificuldade de achá-lo, e comecei a ler na mesma hora que encontrei aqui na net! Percebi, então, que eu nunca havia lido tal livro. Mas espera, como assim? Como eu nunca tinha lido? Comecei o post dizendo isso, estou entrando em contradição e sendo incoerente nas minhas palavras?? NÃÃÃO! Vou dizer por que não. Lembra daquela velha citação de Platão (perdoe se eu estiver enganada quanto ao filósofo) "Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio". Foi exatamente isso que me veio a cabeça quando me deparei com as palavras de Saint Exupéry. E tenho certeza de que se daqui a mais quatro anos eu interpretar de novo aquelas palavras elas irão me trazer uma mensagem diferente da que tive hoje e da que tive quatro anos atrás! 

Dessa vez foi este o trecho que chamou bastante a minha atenção:

"Com efeito, no planeta do principezinho havia, como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, de ervas boas; sementes más, de ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar. Então ela espreguiça, e lança timidamente para o sol um inofensivo galhinho. Se é de roseira ou rabanete, podemos deixar que cresça à vontade. Mas quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido.
Ora, havia sementes terríveis no planeta do principezinho: as sementes de baobá... O solo do planeta estava enfestado. E um baobá, se a gente custa a descobri-lo, nunca mais se livra dele. Atravanca todo o planeta. Perfura-o com suas raízes. E se o planeta é pequeno e os baobás numerosos, o planeta acaba rachando.
"É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando a gente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta. É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução."
Em um dia aconselhou-me a tentar um belo desenho que fizesse essas coisas entrarem de uma vez na cabeça das crianças. "Se algum dia tiverem de viajar, explicou-me, poderá ser útil para elas. Às vezes não há inconveniente em deixar um trabalho para mais tarde. Mas, quando se trata de baobá, é sempre uma catástrofe. Conheci um planeta habitado por um preguiçoso. Havia deixado três arbustos...""
             




Os planetas somos nós e os baobás as coisas que nos abalam, e se não forem exterminadas podem fazer o planeta rachar! Sim, sim... rachar, endoidar, entristecer, pertubar, tirar o sono, todas essas coisas que de alguma forma podem interferir na pacata vidazinha de cada um. Dessa vez essa foi a mensagem que Saint Exupéry me trouxe. E não só ele, aqueles que me cativaram. Enfim... "- Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe...", e as vezes isso significa darmos um passo pra trás, tirar tudo aquilo que nos prejudica e seguir em frente... Mas se seguirmos em frente sem antes resolvermos nossos problemas, a sementezinha do baobá que antes estava escondida vira uma enorme árvore... Bem, pra terminar digo apenas: "cuidado com os baobás".


(...)

sábado, julho 24, 2010

Coração de Papel.


Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
por que fazer chorar assim
A quem lhe ama
Se você pensa
Em fazer chorar a quem lhe quer
A quem só pensa em você
Um dia sentirá
Que amar é bom demais
Não jogue amor ao léu
Meu coração que não é de papel
Porque fazer chorar
Porque fazer sofrer
Um coração que só lhe quer
O amor é lindo eu sei
E todo eu lhe dei
Você não quis, jogou ao léu
Meu coração que não é de papel


(...)

sexta-feira, julho 23, 2010

Hipóteses



Vou confessar que pensei em mil e uma coisas pra postar!!!!
Mas... na minha frente só enxergo isso: "?!?!?!?!"
Deixa subentendido, essa postagem se reserva a quem tem o direito de entendê-la!

quarta-feira, julho 14, 2010

Barquinho de papel.



Estava aqui sozinha... eu, o computador, o celular e só! Ah, espera, esqueci das minhas lembranças, como esqueci de citá-las?? elas não irão me perdoar... elas sempre estão comigo, elas nunca me deixam sozinha... Podem ir dar um passeio rápido, mas quando menos espero, cá estão elas, comigo. Então deixa eu consertar, não estava mais sozinha, estava acompanhada, e dessa vez estava longe e perto ao mesmo tempo. Estava na minha infância, estava no meu passado, mas estava também no meu presente.  

Comecei a me perguntar o que seria saudade, o bom e velho Aurélio nos diz que saudade trata-se de uma lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhadas do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las. 

Sinto saudades das tardes chuvosas quando fazia barquinhos de papel e colocava na rua, pra saírem navegando. Quão bonito e recompensador era ver aqueles barquinhos navegarem, indo embora, sem destino, apenas partindo, e quando a chuva fazia questão de desmanchá-los, até porque eram feitos de papel, não havia problema, era só dobrar outro e tudo estava resolvido, sem precisar de desespero. Aquelas tardes de um dia de sol na calçada do vizinho olhando o céu e vendo desenho nas nuvens... Só que a gente vai crescendo, e parece que aquele tempo, tempo em que se brincava, se conversava, que os sentimentos eram sinceros, que não havia segunda intenções nas relações, onde a verdade reinava e preocupações não existiam  foi devorado por um monstro invisível e agora tudo virou pelo avesso! 

Vejo tanta hipocrisia nesse mundo, vejo tanto desamor, vejo que as pessoas mudam, e às vezes essa mudança dói nos outros.Sei que mudanças são essenciais e inevitáveis, mas é preciso de tempo pra acostumar-se a uma mudança, quando ela vem bruscamente, pode machucar. A mudança pode trazer com ela saudade. Questiono, então, se sentir saudade é uma coisa boa!!  Sinto saudade, sinto muita saudade de muita coisa, de quando eu era feliz e não sabia, será que é correto dizer isso, "eu era feliz e não sabia", dizendo isso, estaria eu subestimando meu presente?! Seria correto também medir o grau de felicidade pra coisas tão distintas?? Passado. Infância. Presente. Adolescência...

Se era melhor antes ou agora, do passado distante e do presente, não sei responder. Sei que a saudade vem tomando conta da bombinha que me mantém viva, meu coração. O lado bom é que, se sinto saudade é porque tudo que insiste em me visitar de vez em quando e que não faz parte desse tempo, desse tempo presente, valeu muito a pena, sendo assim, quero sempre sentir saudade. Eu ia discorrer mais linhas, julgo que não seja necessário, julgo que já falei demais, ou até tenha falado muito pouco.

sábado, julho 03, 2010

We are in high

Ganhei esse poeminha faz algum tempo, porém só agora acho que devo postá-lo! Enfim... quem fez disse que ele não tem fim! Gosto muito dessa ideia, é um poema que deve ter seus versos acrescentados dependendo do rumo que a vida vai tomando. já disse, gosto muito dessa ideia, ideia de continuidade. Ele também não tem título, não me atrevo a colocar, deixa como está! No mais, "we are in high", e eu gosto muito dessa ideia!! 


De uma sombra de proteção eu me lanço
Ao perigo que a luz me reserva
Sabendo que terei ao meu lado
A tua mão junto a minha

Por caminhos inusitados hoje corro
Em busca do que nunca vivi
De menina tão criança me transformo
Na mais pura mulher que se pode existir

Nego-me, porém a acreditar
Em tudo que eu vejo
Mas recordo que o amor é muito mais
É invisível, impalpável, amor